domingo, 11 de maio de 2014

Programa de Formação Continuada dos Profissionais da Educação na Escola Ambiental

3º Encontro do curso

A HORTA COMO RECURSO PEDAGÓGICO:
Educação Ambiental, Saúde e Meio Ambiente

Estudo de campo
Propriedade Rural


Visita na propriedade rural do Sr. Luiz Yano, em Cocuera.
O objetivo da visita foi mostrar como funciona o sistema de produção de hortaliças e apresentar as variedades de verduras consideradas exóticas pelas cores e formas. As sementes são  importadas do Japão, da Itália, da França, da Dinamarca e de vários outros países. Os principais clientes do produtor são restaurantes que usam as verduras para decorar os pratos.

A horta escolar tem como foco principal integrar  as diversas áreas do conhecimento e  
recursos de aprendizagem, gerando fonte de observação e pesquisa exigindo uma reflexão diária por parte dos educadores e educandos envolvidos, além de promover alimentação saudável. 
Nossos objetivos são valorizar a importância do trabalho e cultura do homem do campo, estabelecer relações entre o valor nutritivo dos alimentos cultivados, cooperar em projetos coletivos, refletir sobre prejuízos dos desperdícios alimentares e compreender a importância de uma alimentação equilibrada para a saúde.
Esperamos após a conclusão do curso,  resultados positivos no ambiente escolar, como  a importância de uma alimentação saudável,  o ensino e aprendizagem tanto para inserção ao consumo de hortaliças como para uma consciência ambiental e sustentável,  a interação entre alunos, pais e educadores em ações pedagógicas que envolvam o ambiente horta, tornando a aprendizagem significativa e as relações com as famílias fortalecidas.



















Próximo encontro será 19 de julho
Esperamos vocês!

Lucimeyre Gonçalves
Gestora Escola Ambienal

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Programa de Formação Continuada dos Profissionais da Educação na Escola Ambiental


2º Encontro do curso

A HORTA COMO RECURSO PEDAGÓGICO:
Educação Ambiental, Saúde e Meio Ambiente



A horta escolar tem como foco principal integrar as diversas fontes e recursos de aprendizagem, integrando ao dia a dia da escola gerando fonte de observação e pesquisa exigindo uma reflexão diária por parte dos educadores e educandos envolvidos.
O curso “Horta Escolar como Recurso Pedagógico” visa proporcionar possibilidades para o desenvolvimento de ações pedagógicas por permitir práticas em equipe explorando a multiplicidade das formas de aprender.

Nossos objetivos são valorizar a importância do trabalho e cultura do homem do campo; Identificar técnicas de manuseio do solo e manuseio sadio dos vegetais; Conhecer técnicas de cultura orgânica; Estabelecer relações entre o valor nutritivo dos alimentos cultivados; Compreender a relação entre solo, água e nutrientes;  Identificar processos de semeadura, adubação e colheita; Conhecer pela degustação os diferentes alimentos cultivados bem como nomeá-los corretamente; Cooperar em projetos coletivos; Buscar informações em diferentes fontes de dados para propor avanços a desenvolvimento de técnicas; Análise e reflexão sobre prejuízos dos desperdícios alimentares; Compreender a importância de uma alimentação equilibrada para a saúde.

O papel da horta na escola
A Horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas. Além disso, o seu preparo oferece várias vantagens para a comunidade. Dentre elas, proporciona uma grande variedade de alimentos a baixo custo, no lanche das crianças, permite que toda a comunidade tenha acesso a essa variedade de alimentos por doação ou compra e também se envolva nos programas de alimentação e saúde desenvolvidos na escola. Portanto, o consumo de hortaliças cultivadas em pequenas hortas auxilia na promoção da saúde. Há várias atividades que podem ser utilizadas na escola com o auxílio de uma horta onde o professor relaciona diferentes conteúdos e coloca em prática a interdisciplinaridade.


Cronograma do Dia


08h15min - Apresentação
08h20min - Vídeo sobre iniciativa
08h25min - Dinâmica de grupo
08h50min - Apresentação: compostagem e minhocário
10h15min - Café
10h40min - Aula prática: preparo do composto orgânico
11h20min – Aula prática: montagem do minhocário
12h00min – Prática de plantio
12h40min - Encerramento


Nosso colaborador, Denis dos Santos



Dinâmica de Grupo

Urso de pelúcia

Objetivo: mostrar que o outro é importante para a nossa vida.

Material: 01 urso de pelúcia.

Tempo: 15 – 20 min.

Procedimento: formar um círculo com todos os participantes e passar o urso de pelúcia de mão em mão. Quem estiver com o urso deverá falar ou fazer o que tem mais vontade no momento.
No final quando todos falarem deve-se pedir para que cada um faça o mesmo que fizeram com o urso com a pessoa que estiver ao lado. Inicia-se para discussão do grupo para ouvir o que todos sentiram.

Orientações no minhocário
Análise da minhoca
Sugestão para a horta suspensa
Horta na telha
Preparação do solo 
Preparação do solo

Plantio das mudas na horta

Plantio das mudas na horta


Plantio das mudas

Educadoras do curso


SUGESTÕES DE ATIVIDADES
HORTA NA ESCOLA

Introdução
Saber cuidar de uma semente, de uma mudinha, de uma planta, de uma horta, é SABER CUIDAR (de uma amizade, de um amor, de uma casa, de uma cidade, de um país...).
Toda a vida depende das plantas, pois é ao reino vegetal que a humanidade recorre em busca de combustíveis, alimentos, medicamentos, vestuários, construção, etc. Então é fundamental conscientizar nossos alunos sobre a importância das plantas em nossa vida e conhecer alternativas de utilização dos vegetais no nosso dia-a-dia, em especial para uma alimentação saudável e a valorização, pela escola, dos saberes tradicionais sobre nossa flora medicinal.
Vamos plantar? - Vamos sim !!!

Atividade 1 - O que vamos plantar?
Propor aos alunos a escolha de semente para a semeadura. Poderá ser solicitado aos alunos que tragam de casa pacotes com sementes de plantas variadas, contendo informações coletadas preliminarmente em seu ambiente familiar. O professor poderá também fazer um passeio com os aluno numa loja que venda sementes, para que todos possam interagir entre si, realizando observações, fazendo julgamentos e discutindo seus projetos sobre: o que vamos plantar?
Através da leitura e da análise das informações contidas em envelopes de sementes, tais como época de plantio, quantidade de água, tipo de cuidados, o professor vai conduzir a discussão dos alunos, no sentido de fazer escolhas sobre o que plantar.
- Por que vamos plantar?
- Onde vamos plantar?
- O que vamos plantar?
- Por que você escolheu esta planta?
- Do que vamos precisar?
Momento do registro:
Anotar no de registro: Por que é importante cuidar das plantas? O que fizemos para conseguir nossas sementes? Por que escolhemos determinadas plantas? O que vamos precisar para plantar?

Atividade 2 - Horta alternativa
Esta oficina tem como proposta utilizar materiais reutilizáveis para o plantio de plantas de pequeno porte, tais como: plantas medicinais, temperos. Para esta atividade o professor poderá utilizar caixas de leite, garrafas Pet, caixas de ovos.
Após o manuseio dos envelopes de sementes, realizar com a turma o preparo da terra e da sementeira. Observar com os alunos o modo de plantio e o período que cada planta leva para crescer. Discutir com as crianças sobre as plantas na nossa vida: plantas medicinais e temperos utilizados no nosso cotidiano. Realizar a semeadura na sementeira de caixa de ovos.
Momento do registro:- O que fizemos hoje? - Como plantamos? - O que plantamos? - Quais os cuidados devemos ter para que nossa sementinha brote?
Após alguns dias as sementes terão brotado na sementeira e logo chegará a hora de repicar para o canteiro (ou para um vaso feito de Pet)... Neste momento, três alternativas devem ser consideradas pelo professor:
(1) As crianças levam as mudinhas para casa e pedem para os pais ajudarem a plantar e cuidar – trata-se de tentar mobilizar a família a ter uma horta no quintal da casa, estimulando hábitos de alimentação saudáveis.
Após algumas semanas cada criança pode relatar o que aconteceu com sua mudinha, se foi plantada, se foi cuidada, se cresceu, se foi comida no almoço, com discussões e registros.
(2) As crianças plantam suas mudinhas num canteiro na horta da escola. Se a Escola ainda não tem uma Horta, quem sabe é hora de começar a juntar forças para realizar este projeto... A expectativa, na medida em que a horta seja assumida como parte do projeto político pedagógico da escola, é de que ela torne-se auto-sustentável.
(3) A horta alternativa que propomos depende apenas do professor e de seus alunos. Esta horta alternativa pode ser um primeiro passo para a mobilização dos pais para fazer uma horta no quintal da casa ou para a própria escola implementar o projeto de uma Horta na Escola. Nesta alternativa, vamos usar pequenos vasos de materiais reciclados e “plantar uma horta na sala de aula”, usando variedades de pequeno porte, tais como alho, alface, salsa, cebolinha, losna, bálsamo, menta, mil folhas, dente de leão, funcho,  etc. Os vasinhos de Pet devem ser identificados com o nome da criança que ficará responsável pelos cuidados.
Ao longo destas atividades, uma brincadeira que sugerimos é perguntar quem conhece mais hortaliças. Cada aluno fala o nome de uma hortaliça, quem não lembrar ou repetir sai da roda. Quem ficar por último ganha o jogo. Qualquer um pode interromper para comentar sobre vitaminas e nutrientes contidos na hortaliça citada. A mesma brincadeira pode ser feita com nomes de ervas medicinais e temperos – neste caso, são bem vindas interrupções que descrevam para que são indicadas as plantas medicinais ou como é o sabor ou aroma daquele tempero.
Atividade 3 - Hora do chá
Esta atividade tem como objetivo fazer com que os alunos percebam o sabor e o aroma de chás feitos a partir de temperos e ervas medicinal. O professor poderá convidar, a partir de indicação dos próprios alunos, pessoas da comunidade para falarem sobre o conhecimento que detém sobre temperos e plantas medicinais. Fazer com a turma a preparação dos chás. Depois de prontos, servir os chás para a turma. Sugestões: erva-doce, camomila, boldo, alecrim (estimulante), capim cidreira ou melissa (calmante), hortelã, menta.
Momento do registro:
- Vamos registrar nossas observações sobre as plantas que escolhemos para fazer o chá.
- Podemos também explicar como foi feito o chá.
- Não se esqueçam de escrever sobre a forma, a cor, o cheiro e o sabor das plantas.
- Podemos desenhar as formas das folhas.

Atividade 4 – Experimentando as plantas (receitas)
Esta atividade propõe a realização de um caderno de receitas. Pedir à turma que leve diferentes receitas com legumes, verduras, frutas e plantas (sucos, chás, vitaminas, bolos, etc).
Momento do registro:
Entrevistar e escrever sobre receitas para fazer um caderno bem diversificado. Experimentar as receitas. Esta atividade acontece fora de sala de aula. As crianças poderão fazer entrevistas em folhas de papel ofício, fazendo simultaneamente registro das receitas e uma pesquisa sobre o valor nutricional e medicinal das plantas. Depois as receitas poderão ser distribuídas na escola.

Atividade 5 - Brincando com Plantas (carimbos)
Esta atividade propõe a realização de brincadeiras e experimentos que mostrem como é divertido conhecer e brincar com plantas. Pedir à turma que leve para a escola diferentes legumes, verduras, frutas. É interessante coletar uma grande variedade de plantas...
Momento do registro:
Cortar os legumes e as frutas para fazer carimbos.
Com tinta guache deixe as crianças experimentarem os “carimbos das plantas” Deixe que esta atividade aconteça no chão da sala de aula ou no pátio da escola. As crianças poderão fazer a marca do carimbo em folha de papel ofício, fazendo simultaneamente registro do nome da planta e a forma geométrica do carimbo (quadrada, circular, triangular). Depois os “carimbos das plantas” poderão ser fixados num mural no pátio da escola.

Outras sugestões:
O professor atento poderá aproveitar atividades com horta para trabalhar conteúdos curriculares tais como: geometria dos canteiros- forma, perímetro; alimentação e nutrição-importância das plantas para a saúde; poesia e música sobre as plantas- “Alecrim Dourado” ; confecção de bijuterias  com sementes;

Sugestão de música: Sandy E Junior
Seu Rabanete lá na horta perguntou:
Mas o que foi que aconteceu?
E a dona Couve chateada respondeu:
A dona Salsa é mais bonita do que eu
O seu Repolho piscou o olho
O seu Quiabo sacudiu o rabo
E responderam: dona Couve é um amor
Não é a toa que lhe chamam Couve-flor
O seu Pepino comovido olhou pra ela
E disse: Couve, tu és tão bela!
E ela dengosa suspirou e até sorriu
Porém negou o beijo que ele pediu
O seu Repolho piscou o olho
O seu Quiabo sacudiu o rabo
E responderam: dona Couve é um amor
Não é a toa que lhe chamam Couve-flor
Seu Rabanete então falou pro Aipim
A dona Couve gosta mesmo é de mim
Vamos casar no domingo na capela
Depois passar lua-de-mel numa panela
O seu Repolho piscou o olho
O seu Quiabo sacudiu o rabo
E responderam: dona Couve é um amor
Não é a toa que lhe chamam Couve-flor
Não é a toa que lhe chamam Couve-flor
Não é a toa que lhe chamam Couve-flor

Sugestão de texto: A fábula da galinha ruiva
Para conscientização da importância da participação de toda a comunidade escolar no processo da formação da horta na escola, pode-se trabalhar de diversas formas a fábula da galinha ruiva: com desenhos sugestivos, teatro, dança e coral.
A galinha ruiva foi plantar o grão de milho.
E perguntou a todos:
_ Quem quer PLANTAR comigo?
- Eu não, eu não, eu não dona galinha.
- Está bem, está bem, eu vou PLANTAR sozinha.
(substituir: REGAR, ADUBAR, COLHER, AMASSAR)
A galinha ruiva foi fazer o grande bolo.
E perguntou a todos:
- Quem quer comer comigo?
- Eu sim, eu sim, eu sim dona galinha!
_ Isto não, isto não, eu vou comer sozinha.
Questionamento: será que a atitude da galinha está correta


Lucimeyre Gonçalves
Gestora Escola Ambiental

quinta-feira, 27 de março de 2014

Programa de Formação Continuada dos Profissionais da Educação na Escola Ambiental



1º Encontro do curso:
A HORTA COMO RECURSO PEDAGÓGICO:
Educação Ambiental, Saúde e Meio Ambiente




Responsável e Formadora: Lucimeyre Gonçalves

Pós-graduada em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Pós-graduanda em Gestão Ambiental, graduada em Geografia Política e Física pela Universidade de Mogi das Cruzes. Professora da Rede Estadual para o Ensino Médio durante 9 anos (1987-1996), Professora da Rede Municipal (1996-2011). Atualmente, Gestora da Escola Ambiental de Mogi das Cruzes. Autora dos Projetos: "Matemática na alimentação: O desafio de ensinar e aprender medidas com a mão na massa",  "O jornal na formação do leitor-cidadão", "Eu no Planeta Terra" desenvolvidos na Escola Municipal Lourdes Maria Prado Aguiar e “Importância da Horta no Contexto Pedagógico como Formação Continuada”- Painel aprovado no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental- Rumo à Rio+20 e as Sociedades Sustentáveis- Bahia – Salvador.


Formadora: Stela Dalva Sorgon

Pós-Graduada em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, graduada em Ciências Biológicas, pela Universidade de Mogi das Cruzes, bacharelado em Ciências Biológicas, Técnico em Nutrição e Dietética, pela ETEC Presidente Vargas de Mogi das Cruzes. Participação como formadora no Fórum sobre Práticas do Ensino em Biologia do Curso de Ciências Biológicas da Universidade de Mogi das Cruzes. Participação como Formadora
Encontro de Educadores “Fazendo Uso das Unidades Didáticas de Ciências Naturais e Sociais” Secretaria Municipal de Educação, de Mogi das Cruzes. Atua na Escola Ambiental de Mogi das Cruzes como Educadora Ambiental. Autora dos artigos da Revista Educando: “Auto Educação – Responsabilidade de todos”, “Ações Ambientais na Escola”, “O Código da Floresta”, “Ensino da Biodiversidade em Campo e Uso das Matrizes Curriculares Municipais” e “Um olhar ecopedagógico para a cidade: reflexões sobre o plantio de árvores”.



Palestrante convidado:  Denis dos Santos

Ciências Biológicas (Licenciatura) – Universidade Braz Cubas. 
·         3º ENCIBRAC (Encontro Científico da Universidade Braz Cubas) – Trabalho apresentado com o tema “Aprendizagem de Ciências e Práticas Ecológicas Através de Montagem de Hortas Educativas”. Período: setembro/2013.

·         Projeto Observação de Aves (Jardineiros da Floresta) – participação como voluntário na elaboração de oficinas de hortas educativas, palestras e exposição.

·         Projeto Horta Ecológica – Saúde, Cidadania e Educação através do Meio Ambiente (Centro Educacional Jabuti) – coordenador/responsável pela construção e desenvolvimento pedagógico do projeto horta ecológica, oficinas educativas, palestras e exposição, nas unidades de educação infantil e centro educacional. Período: Setembro/2011 até Março/2013.

·         Projeto RENOVE (Organização Bio-Bras) – participação como agente ambiental (coleta de dados, entrevistas com moradores, palestras e coleta de óleo vegetal nas residências), período: 2007/2008.

·         Projeto Monitores Ambientais (Organização Bio-Bras) – atuação como educador ambiental, monitor de grupos escolares em trilhas, facilitador de dinâmicas de grupo e oficinas com material reutilizável. Período: agosto/2008 até dezembro/2008.

·         Projeto “Usina do Aprendiz” (Organização Bio-Bras) - coordenador/responsável e arte-educador pela oficina de papel reciclado; palestrante sobre temas ambientais e confecção de produtos de papel reciclado. Período: abril/2004 até dezembro/2008.

·         Programa Escola da Família (Escola Josephina Najar Hernandez) - educador universitário responsável pela oficina de horta orgânica, oficina de papel artesanal e instrutor de basquete. Período: maio/2007 até julho de 2008.

·         Mensão honrosa do 8º Prêmio Mogi News/Chevrolet de Responsabilidade Social do Alto Tietê com o projeto “Horta Ecológica – Saúde, Educação e Cidadania através do Meio Ambiente”.
·         Ilustração científica – publicação para o IUCN SSG Report Chondrythyans Sul Americanos The Conservation States of South American Chondrythyans – Universidade de Quinsland, Austrália.


SUMÁRIO

1.      ÁREA DE CONHECIMENTO: Educação Ambiental, Saúde e Meio Ambiente.

1.1    Importância de se criar uma horta na escola.

1.2    O que é necessário para fazer uma horta na escola e quais os legumes e as hortaliças que não podem faltar.



1.3    Ferramentas necessárias e os principais benefícios trazidos pela horta na escola.


AONDE CHEGAR?

  • Na implantação e manutenção da horta escolar como instrumento pedagógico dinâmico, participativo e interdisciplinar.
  • No fornecimento das bases técnicas para a implantação e manutenção de hortas.
  • Na apresentação de técnicas alternativas para o cultivo de hortas escolares.
  • Na  elaboração de atividades a partir da horta escolar.
  • No desenvolvimento a educação ambiental, educação alimentar e as diversas áreas do conhecimento de forma interdisciplinar, considerando as inúmeras possibilidades de vivências enriquecedoras que o espaço da horta proporciona à comunidade escolar.


PÚBLICO ALVO:
*Profissionais da Educação.

COMO FAZER PARA CHEGAR?
            Curso de 40 horas, sendo 35 horas presenciais, 5 horas para a elaboração do trabalho final.
            Serão 25 horas presenciais e 10 horas em estudo de campo, divididas em 7 aulas com a duração de 5 horas cada, aos sábados no período da manhã, das 8:00 h às 13:00h. As aulas acontecerão mensalmente a partir de Março de 2014, na Escola Ambiental de Mogi das Cruzes sendo, duas aulas para estudo de campo: uma propriedade rural e outra em alguma Unidade Escolar (Será feito o sorteio).

O QUE FAZER PARA CHEGAR?

CRONOGRAMA:
PERÍODO
Conteúdo
1º encontro: 15/03
-Apresentação do curso;
-Conceitos Gerais em Horticultura;
-Papel e importâncias das hortas escolares;
-Benefícios da horta escolar para alunos, professores e comunidade;
2º encontro: 12/04
-Como devem ser realizadas as atividades na horta e principais atividades;
-Participação dos alunos (a partir de que idade);
-Plantas que não podem faltar numa horta;
-Ferramentas necessárias;
3º encontro: 10/05
-Primeiro passo para a criação de uma horta na escola;
-Importância da composteira e do minhocário para a obtenção de melhores resultados na horta (como construir e material necessário);
4º encontro: 19/07
-Aprendendo sobre nutrientes encontrados nos alimentos;
-Higiene é fundamental no preparo das hortaliças;
5º encontro: 16/08
-Implantação e manutenção da horta;
6º encontro: 13/09
-Educação Ambiental;
-Confecção de materiais didáticos;
Sugestão para trabalhos interdisciplinares;
7º encontro: 04/10
Avaliação (apresentação do trabalho).




AO CHEGAR FAZ NECESSÁRIO SABER SE:

As Atividades desenvolvidas na horta trouxeram resultados positivos, não apenas no ambiente escolar, mas em todo meio que os cercam.
Percebem a importância de uma alimentação Saudável.
Contribuem para o ensino e aprendizagem, tanto para inserção ao consumo de hortaliças como para uma consciência ambiental e sustentável.
Proporcionam a interação entre alunos, pais e educadores em ações pedagógicas que envolvam o ambiente horta, tornando a aprendizagem significativa e as relações com as famílias fortalecidas.


REFERENCIAL TEÓRICO

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua Portuguesa: Ensino de primeira a quarta séries/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1997.

MOGI DAS CRUZES. Secretaria Municipal de Educação. Matrizes curriculares municipais para a educação básica: 9 anos – Ciências Naturais e Sociais. Secretaria Municipal de Educação. Mogi das Cruzes: SME, 2012.

BRASIL. Ministério Da Saúde E Ministério Da Educação. Portaria Interministerial. MS/MEC n. 1010 de 08/05/2006. Institui as diretrizes para a Promoção da Alimentação Saudável nas Escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes públicas e privadas, em âmbito nacional.

IRALA, C. H. & FERNANDEZ, P. M. Manual para Escola s.
A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. HORTA.

BIANCO, S.; ROSA, A. C. M. da; Instituto Souza Cruz. Hortas escolares: o ambiente horta escolar como espaço de aprendizagem no contexto do ensino fundamental: livro do professor. 2. ed. Fpolis:
Instituto Souza Cruz, 2005. 77 p.

FERNANDES, M. C. de A. A Horta Escolar como Eixo Gerador de Dinâmicas Comunitárias, Educação Ambiental e Alimentação Saudável e Sustentável. Brasília, 2005.

ONU- Organização das Nações Unidas. O Futuro que queremos. 2012.




Programação: 

Apresentação do curso (Prof. Lucimeyre)

Papel e importâncias das hortas escolares (Prof. Lucimeyre)


Dinâmica de Integração

Conceitos Gerais em Horticultura (Educador Ambiental Denis

Benefícios da horta escolar para alunos, professores e comunidade.



Apresentação do curso pela professora Lucimeyre: Papel e importância das hortas escolares

Dinâmica de integração: Desatando os nós

Objetivo
 Desenvolver a solidariedade e a força da união de grupos. Várias cabeças pensando sobre um mesmo problema fica mais fácil encontrar uma solução.

Desenvolvimento
·           O número de participantes é indiferente.
·           O grupo se coloca na posição em círculo.
·           Neste momento o orientador pede que cada um observe bem o seu colega da direita e o seu colega da esquerda.
·           Ao sinal do orientador, começam a caminhar dentro do círculo imaginário (já que desfizeram a formação em círculo para caminharem) de forma aleatória e sem direção.
·           Ao sinal do orientador parar de caminhar e permanecer no lugar.
·           Com os olhos e sem caminhar procurar o colega da direita e o colega da esquerda.
·           Dar as mãos aos colegas da direita e da esquerda sem caminhar, podendo somente abrir as pernas e/ou dar um passo caso o colega esteja muito distante.
·           Em seguida o orientador explica que eles deverão voltar à posição inicial em círculo sem que soltem as mãos, nem fiquem de costas para o interior do círculo e nem com os braços cruzados. Deverão voltar exatamente à posição inicial.
·           A princípio parece impossível realizarem a tarefa, mas aos poucos vão montando estratégias e descobrindo maneiras todos juntos, de voltarem a posição inicial.
Tempo estimado: 15 – 20 min.


Dinâmica de integração 
Dinâmica de integração 

Dinâmica de integração 
Apresentação dos Conceitos Gerais em Horticultura, nosso convidado Denis dos Santos

Roda de conversa

SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
Aprenda a fazer horta na garrafa pet

A primeira tarefa a ser realizada é o corte das garrafas. Todas elas devem ser cortadas da mesma forma, com uma espécie de janela, que será a abertura por onde a planta irá crescer. A distância entre a parte debaixo da garrafa e a abertura pode ser de “três dedos”; na parte de cima pode ser contado um palmo até o corte, conforme mostrado na galeria acima.
Dois furos devem ser feitos na garrafa na região próxima às aberturas, superior e inferior. Será por este espaço que o cordão que segura as garrafas irá passar. O ideal é que todas tenham marcações em distâncias equivalentes, para manter a simetria quando forem penduradas na parede. O fundo de todas as garrafas deve ter um furo, que permita a saída do excesso de água na terra.







Sala de oficina (reutilização de material) ,horta alternativa

Confecção da horta alternativa


Confecção da horta alternativa
Oficina de sementeira e plantio  no viveiro-estufa

Oficina de sementeira e plantio  no viveiro-estufa

Oficina de sementeira e plantio  no viveiro-estufa
  



Referencial Teórico


Terrário
 Terrário

O terrário é um ótimo recurso para observar o funcionamento da natureza, permitindo explorar, desde as primeiras séries, os cinco passos de uma investigação científica: observação, registro, questionamento, experimentação e conclusão. A ideia é reproduzir o meio ambiente vegetal para checar ciclos e seres vivos.
Neste recipiente, quando a temperatura sobe, a água utilizada na rega, que ainda está na terra, evapora e se junta à transpiração das plantas, formando uma concentração de vapor. Como o recipiente está totalmente vedado, esse vapor se condensa e forma pequenas gotas que ficam nas paredes e no lacre. É aí que ela retorna para irrigar o solo novamente.


Sugestão de Atividade

Popeye   




Como parte do trabalho de cultivo de espinafre, por exemplo, os alunos podem ouvir uma historinha do Popeye, em que o personagem reclama da qualidade do espinafre enlatado e resolve cultivar sua própria plantação. O incentivo de maneira lúdica é fundamental principalmente nas turmas de Educação Infantil. Exemplo:
__ Os enlatados de espinafre estão ficando muito caros e, quando eu os como, quase não sinto mais aquele gostinho maravilhoso que tem o espinafre. Diz Popeye.
__ Eu tive uma ideia, Popeye! Vamos plantar espinafre! Vamos até a loja de produtos naturais comprar sementes e, então, podemos montar uma horta verdinha de espinafre! Olívia Palito responde alegre.
__ Seu vendedor, eu e a Olívia vamos começar uma horta e a primeira coisa que queremos plantar é espinafre. O senhor sabe que eu não vivo sem espinafre. Só assim eu fico forte e com uma saúde de ferro. Popeye anima-se.
Ao chegar em casa, Olívia e Popeye foram logo para o quintal e começaram a preparar a terra: afofaram, regaram e depois plantaram as sementes.
__ Dá para acreditar? Nasceu espinafre por todo o canto! Olívia
Palito e Popeye ficam satisfeitos.
A partir da história do Popeye começam as atividades de preparação para a semeadura e os alunos podem conhecer suas características. Eis uma sugestão de programação:

1ª etapa: Visitação à horta: reconhecimento do espaço em que será feito o plantio. Nesta etapa, os professores devem aproveitar para conversar com os alunos, abordando questões como o que é uma horta, para que serve e o que podemos plantar nela. Exploração do espaço da horta, mostrando suas partes e os instrumentos que serão utilizados para a semeadura. Cada turma conhece seu espaço no canteiro e aprende como manusear, com segurança, o ancinho, a pá, o regador e a sementeira. Um quadro informativo, fixado na horta, sempre trazendo novidades sobre Ecologia, plantio ou outro assunto que seja referente ao trabalho é interessante.
Preparação da terra: Depois de uma aula sobre plantio, os alunos começam a preparar a terra afofando-a, desmanchando os torrões que se formam e molhando-a.
2ª etapa: Apresentação do espinafre aos alunos. Aula instrutiva em que os professores explicam às crianças as características e o valor nutricional do espinafre e para que servem as vitaminas que estão contidas nele. Experimentação da verdura Hora de conhecer o gosto do espinafre. Para tanto, deve ser preparado um creme de espinafre para degustação.
3ª etapa:  Plantio do espinafre.
Os alunos deverão ser "apresentados" à semente que será plantada. Em seguida, fazem as covas para colocação da semente. Depois da plantação, os professores devem combinar com a turma o espaço de tempo em que será feita a rega e a limpeza dos canteiros.
4ª etapa: Acompanhamento da plantação. Durante a época de crescimento da plantação, podem ser criadas atividades relacionadas à horta, como, por exemplo, visita ao minhocário, observação do crescimento da semente, limpeza e rega dos canteiros. Também podem ser desenvolvidos trabalhos ligados ao tema "natureza".
5ª etapa: Colheita: No final do semestre, os alunos fazem a colheita do que foi plantado.
Experimentação:


 A fase final do projeto deve ser encarada como uma festa onde todas as turmas se reúnem para comer o espinafre que plantaram.





Até o próximo encontro!  Aguardamos vocês!





Lucimeyre Gonçalves
Gestão Escola Ambiental
Departamento Pedagógico
Secretaria de Educação
Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes




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